Na estante, faces mudas
palavras à espera, cheias de cores
como os movimentos do canto da sala.
O silêncio devorando motores
que antigamente compunham os movimentos
que eu jamais quisera perder de vista.
Uma mulher pintando quadros na sala de estar
da cabeça de um homem
onde todos os fantasmas ali presente
assistiam a tal espetáculo mudos e desejosos.
Há tanta coisa ainda
e haverá dentro das tempestades
ou no brilho da manhã de sol que jamais existiu
poemas e homens perfeitamente descompassados.
Arapiraca, quarta-feira, 15 de dezembro de 2010.
Nota: Há algum tempo publiquei este poema em minha página no Portal Literal (Aqui), e, relendo-o por esses dias, decidi publicá-lo por estas bandas. Alimentem-se bem, meus queridos fantasmas!
