faz ruir os milagres que me protegem.
Transfigura as inocentes paisagens
que dão
às águas pelas quais navego
que dão
às águas pelas quais navego
um profundidade incompreensível e tortuosa.
Faz brotar sussurros e versos antigos
ditados por reis, lobos e
deuses.
ditados por reis, lobos e
deuses.
Faz com que os soldados,
mutilados pela existência,
mutilados pela existência,
ergam-se de suas incompletudes
em busca de abrigo em minhas
em busca de abrigo em minhas
divagações.
Faz dos sonhos que me acalentam
uma canção que põe para dançar
as mais furiosas tempestades
– capazes de estremecer
mesmo os mais íntimos dos
mares.
Faz a escuridão ofuscar
e a claridade enegrecer-se. Faz
Faz dos sonhos que me acalentam
uma canção que põe para dançar
as mais furiosas tempestades
– capazes de estremecer
mesmo os mais íntimos dos
mares.
Faz a escuridão ofuscar
e a claridade enegrecer-se. Faz
das cidades desoladas
um lugar seguro – e imperceptível.
Faz inquietar-se o universo e,
um lugar seguro – e imperceptível.
Faz inquietar-se o universo e,
em profusão,
fluírem as estrelas
como um rio que segue para o mar
buscando tirar de si
a dor que por suas águas
percorre.
fluírem as estrelas
como um rio que segue para o mar
buscando tirar de si
a dor que por suas águas
percorre.
...Tentando sanar,
com a brancura do insensível sal,
as memórias que nele mergulham
e se abrigam
usurpando-lhe a leveza e a sinuosidade
que têm os rios inocentes
– aqueles em que os homens
melancólicos
jamais mergulham
com a brancura do insensível sal,
as memórias que nele mergulham
e se abrigam
usurpando-lhe a leveza e a sinuosidade
que têm os rios inocentes
– aqueles em que os homens
melancólicos
jamais mergulham
para nadar
eternamente.
Tua ausência
ergue em mim essas coisas
eternamente.
Tua ausência
ergue em mim essas coisas
invisíveis.
Tua ausência é o motivo desses sonhos e dores
improváveis.
Tua ausência é o motivo desses sonhos e dores
improváveis.
Arapiraca, 28 de Agosto de 2012.

Belo poema!!! Parabéns!!..