Tenho aqui comigo
uns sonhos
que
trago desde a infância
…ou uma tempestade
que falhou
e eternizou-se em meu peito.
Há horas
e os raios
que se confundem
e trazem-me rumores
d'outros sonhos
que invadem.
Tenho em meu peito, ainda,
a aurora de um dia,
seus sonhos
e uma vida,
sentimentos e suas incomuns
eternidades.
– Um anjo?! Quem sabe?
O poeta dormia
e era sonoro o seu sorriso.
O poema sorria
e era galante sua tristeza
– como um fruto em uma árvore ou um cristo.
Anda! Anda! Vaga por tua infância
antes que o sonho
acabe.
Arapiraca, 10 de Setembro de 2012
Diário outonal (2)
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