Fragmentos de uma alma sulista: Um conto do sul

domingo, 16 de dezembro de 2012 § 0

     No começo, eu não compreendia: para mim, era apenas o canto de um pássaro. No entanto, dia após dia, aquela cantiga foi tomando forma em minha mente. Primeiro imprimiu-me a sensação de estar ouvindo a correnteza de um rio durante uma noite silenciosa, depois, o soprar do vento por uma janela aberta e, por fim, uma voz dolorida que contava a história de um pássaro aprisionado em uma gaiola. Há dois meses ele canta incessantemente. Está morto. Mas ainda ouço-o cantar.

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