No começo, eu não compreendia: para mim, era apenas o canto de um pássaro. No entanto, dia após dia, aquela cantiga foi tomando forma em minha mente. Primeiro imprimiu-me a sensação de estar ouvindo a correnteza de um rio durante uma noite silenciosa, depois, o soprar do vento por uma janela aberta e, por fim, uma voz dolorida que contava a história de um pássaro aprisionado em uma gaiola. Há dois meses ele canta incessantemente. Está morto. Mas ainda ouço-o cantar.
Diário outonal (2)
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- Escrevi para a Brotéria sobre Mindhunter e State of the Union.
- Ontem ouvi na televisão uma advogada de família a explicar que a prática
de abandono ...
